IGREJA PRESBITERIANA CRISTO REI / EAST BOSTON


A ÁRVORE DE NATAL
Além das lendas mais populares sobre a Árvore de Natal, há origens bem mais importantes para
nós, cristãos, bem menos conhecidas.
Sua origem está nos costumes da “Árvore do Paraíso”, usada em lares e igrejas na época do
Natal, na Europa do século XI. Era a representação da “Arvore da Vida” plantada no meio do
Éden, no começo dos tempos (Gn. 2.9) e encontrada no centro da Nova Jerusalém, na
consumação dos séculos (Ap. 22).
A idéia da Árvore de Natal como “Árvore da Vida” associa-se ainda à “Árvore da Cruz” (1 Pe
2.24). É a idéia do madeiro (ou como no grego “Tronco”), sobre o qual “Cristo levou os nossos
pecados no seu corpo”. Nesse caso, a árvore que celebra o nascimento, com seu tronco aponta
já o calvário, à cruz, razão maior da vinda daquela criança tão especial.
Outro conceito importante é o da “Árvore Cósmica”, da igreja primitiva. Por ser cósmica a
dimensão da morte no calvário, a cruz era tida como a “Árvore Cósmica”, estendendo-se das
profundezas da terra até os mais altos céus. Tratava-se, pois, de uma forma de exprimir o
sentido cósmico (universal da crucificação, no seu efeito de redimir toda a criação do poder do
pecado e da morte, restaurando-a à relação original com Deus. Vem a ser, assim, a “Árvore da
Salvação”.
A Árvore de Natal guarda ainda a semelhança com a “Árvore da Luz” do judaísmo. No AT, a
“Árvore da Vida” era representada pela amendoeira, que, na brancura de suas flores, em pleno
inverno, prenuncia a chegada da Primavera. Segundo o modelo da amendoeira, Deus instruiu
Moisés quanto à feitura do castiçal de sete lâmpadas para o Tabernáculo, o Menorah (Êx 25:31-
40). Assim, no Menorah o simbolismo da “Árvore da Luz” e o da “Árvore da Vida” se
correspondem.
Não é difícil concluir que podemos recuperar sentidos mais profundos para a Árvore de Natal,
em nossos lares e igrejas, do que os símbolos pagãos aos quais costuma ser associada. Há
riqueza de idéias que nos lembram que no coração do Natal estão a Cruz e a Ressurreição.
Se Jesus apenas tivesse nascido e morrido, ele teria nascimento e morte similares a todos os
líderes religiosos posteriores a ele. O enorme diferencial é exatamente a ressurreição. O Natal,
portanto, aponta para a cruz, antevê a cruz, considera a cruz. A Árvore de Natal nos revela o
tronco, antecipa o madeiro: materializa a cruz.
