IGREJA PRESBITERIANA CRISTO REI / EAST BOSTON


FOME DE DEUS
John Piper definiu jejum como fome de Deus. Nossa maior necessidade não são das
bênçãos de Deus, mas do Deus das bênçãos. Nossa alma tem fome e sede de Deus. Deus
colocou a eternidade em nosso coração. Só o Deus eterno pode dar pleno significado à
nossa vida e satisfazer a nossa alma. Ambos, comer e jejuar devem ser feitos para a
glória de Deus (1 Co 10:31). O comer lembra-nos os dons de Deus, o jejuar lembra-nos o
Deus doador. Jejum é privar-nos do pão da terra, para alimentar-nos com o pão do céu.
Quando nós comemos, nós testamos o emblema do alimento celestial, o Pão da Vida. E
quando nós jejuamos, nós dizemos, “Eu amo a realidade acima do emblema.”
O maior inimigo da fome de Deus não é veneno, mas uma torta de maça. Muitas vezes, o
que nos priva da fome de Deus não é o veneno do mal, mas os simples prazeres da terra
(Lc 8:14; Mc 4:19). “Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” – não são
necessariamente coisas más em si mesmas. Não são vícios. São dons de Deus. Essas
coisas podem ser a nossa refeição básica, leitura, viagens, negócios, televisão, Internet,
compras, exercícios, esportes, e casamento. Todas essas coisas boas em si mesmas podem
ser mortais substitutos de Deus para a nossa alma. Coisas boas podem fazer grandes
estragos em nossa vida espiritual. Bois, campos e casamento podem manter você fora do
Reino dos céus (Lc 14:17-20). Nada deve se interpor no caminho do verdadeiro
discipulado, nem coisas más, nem coisas boas, nem alimento, nem qualquer outra coisa.
Nosso amor por Deus é provado não apenas por palavras, mas sobretudo, pelo sacrifício.
Realmente temos fome por Deus? Sentimos saudade de Deus? Ou temos começado a estar
contentes apenas com os seus dons? Richard Foster diz que mais do que qualquer outra
disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. O jejum revela a medida do
domínio do alimento, da televisão, do computador, ou qualquer outra coisa sobre nós,
que sempre e sempre está aplacando a nossa fome de Deus.
Quanto mais profundamente nós andamos com Cristo, mais fome de Cristo nós sentimos,
mais saudade do céu nós sentimos, mais desejo da plenitude de Deus nós temos. Quanto
mais jejuamos, mais sentimos o sabor do pão céu, mais desejamos o domínio do céu
sobre a nossa vida na terra, mais desejamos que o Reino de Deus seja estabelecido em
nosso coração. Se nós não estamos sentindo intenso desejo da manifestação da glória de
Deus em nossa vida, não é porque nós já temos bebido o suficiente das fontes de Deus,
mas porque estamos nos alimentando apenas das mesas do mundo. É tempo de jejuar! O
jejum é o maná do céu para a nossa alma. Através dele humilhamo-nos diante do trono
do Deus vivo. Através dele voltamo-nos de coração para o Senhor. Através dele somos
fortalecidos com poder. Através dele podemos ver a restauração e o despertamento da
nossa igreja. Através dele participamos dos banquetes de Deus e saboreamos as doces
iguarias do céu!
